Variabilidade do estímulo vs repetição
Random movements provide variation that leads to developmental breakthroughs.
"Recent research in physical therapy shows that variation, not repetition of the same thing, are essential to learning new movement patterns as part of rehabilitation. Such variations are built into Feldenkrais lessons and generated by students as they explore how to make a movement."
Este é um dos princípios definidos por Norman Doidge sobre o Método Feldenkrais. Pensando neste princípio e na necessidade de variedade de estímulo para promover aprendizagem de movimento, ocorreu-me que eu tendo a promover pouca variabilidade das condições de treino como uma das determinantes para o sucesso do mesmo, isto em Pilates ou Kettlebell, as duas ferramentas principais que uso. Quando me refiro a variabilidade das condições de treino, neste contexto, estou a focar-me nos exercícios e nas sequências de exercícios que uso. No reformer, por exemplo, quero manter as sequências de exercícios pré-definidas, ou de mat, para que me sirvam de "carril" condutor do processo de comunicação. Assim, posso introduzir as pequenas variações que, essas sim, vão conduzir à aprendizagem motora e ao refinamento do gesto motor. Não se trata de aprender coreografias novas ou novo repertório mas de usar o repertório e as coreografias já dominadas para poder introduzir "ruído", ou pequenas variações, que conduzem à aprendizagem motora. Penso do mesmo modo quando uso o kettlebell como ferramenta de treino, onde mantenho mais ou menos os mesmos exercícios e inclusivamente as mesmas sequências de exercícios, podem, assim mias facilmente, introduzir pequenas variações de pega, de posição de pés, de orientação das mãos, etc... que conduzem a novos desenvolvimentos motores, a novas competências motoras e não, apenas a novos "exercícios"...
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