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A mostrar mensagens de agosto, 2021

Atitude terapeutica

Podemos fazer qualquer atividade com uma atitude terapêutica, isto é, com o propósito de chegar ao outro, de estar abertos e receptivos ao que o outro me "conta", ao que o outro me "pede". Saber medir as "necessidades" e ajustar o processo, modulando a energia do outro. Saber usar as ferramentas de que dispomos para facilitar o processo, indo ao encontro do outro. Percebo que não me foi passada esta qualidade na relação enquanto terapeuta / facilitador / instrutor, na minha formação de prof. de Ed. Física, de Pilates ou qualquer outra de trabalho com o corpo. Apenas me foi dada uma "agenda", um conjunto de exercícios, uma metodologia de aplicação de uma técnica, um entendimento fisiológico e anatómico. Não me foi explicado que à frente, atrás, no meio disto tudo, está um ser humano com uma componente emocional, psicológica, energética ... além da parte física que vemos e aprendemos a "arranjar". A parte física que queremos arranjar, aju...

Oposição no movimento

Estas palavras ocorrem-me quando observo movimento, ou realizo movimento, usando as oposições correctas no mesmo. - Facilidade do movimento - Economia de esforço - Graciosidade O conceito de oposição refere-se ao acto de distribuir as partes do corpo no espaço por forma a retirar massa (conceito da física) da extremidade que queremos mover, usando as várias possibilidades articulares, facilitando, assim, o movimento nessa extremidade. Por exemplo, na posição de pé, se queremos subir um braço esticado na frente do corpo teremos mais tensão, mais esforço (faremos mais força), se mantivermos o tronco completamente rígido e imóvel. Para "facilitar" o movimento de subida do braço temos várias opções. Podemos arredondar as costas para trás, podemos afastar a cabeça na direção oposta ao movimento, podemos mover o braço oposto na direção oposta. Tudo ações que vão contra-balançar o peso do braço que queremos mover, tudo ações que visam retirar massa da extremidade ...

Intensidade para mudar a matéria

Qual é a intensidade que tenho que imprimir para mudar um corpo? Em que dimensão do corpo estou a atuar? Qual a situação inicial do corpo? Os materiais hoje usados nos treinos procuram simplificar e suavizar os estímulos que chegam da sua utilização. A maior parte das pessoas, hoje em dia, vive num estado de sobre-estimulação que resulta em uma de duas situações possíveis: Têm um limiar de sensibilidade tão alto que precisam de uma grande quantidade de estímulo para sentirem o corpo, chegando facilmente à lesão dos tecidos. Têm um limiar de sensibilidade tão baixo que os estímulos que suportam são quase insignificantes, quer dizer, não são suficientes para provocar qualquer tipo de alteração no seu corpo físico.

Movimento do ombro pela clavícula

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Quando faço movimentos do ombro pensando na ÚNICA articulação que o membro superior tem com o tronco, a esterno-clavicular (EC),  consigo ter uma muito maior facilidade de movimentação do ombro em termos de sensações e de limitações dos tecidos. Por exemplo, no movimento de Flying Eagle na wunda (no chão) se pensar na articulação EC consigo ter o movimento total do ombro em hiperflexão, considerando, quer o movimento da clavícula sobre o esterno (manúbrio), quer o movimento do tronco, ao nível do esterno (manúbrio), sobre a clavícula. O primeiro movimento acontece sobretudo no primeiro movimento que fazemos de subida dos braços com a cabeça no chão. O segundo movimento, do tronco sobre a clavícula, acontece durante a descida do tronco já com o pedal em cima.  Tenho tido a possibilidade de experimentar o uso desta referência na movimentação do ombro com várias pessoas que relatam ter algum tipo de dor ou limitação nos ombros. Os resultados são, em TODOS os casos, de aumento das...

Postura - a sustentação pela cervical

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  Nesta imagem posso ver, claramente, dois tipos de sustentação: A Wendy sustenta-se pela dorsal alta,  e o Philip sustenta-se pela cervical. A postura da Wendy mostra-me tensão e a do Philip relaxamento. Isto está muito de acordo com a teoria do Phillipe Campignon que vem descrita do livro Respir-ações. 1 Nov. 2021 Acrescento, hoje, outra leitura que me ocorreu ao revistar esta foto: A Wendy sustenta-se pelas costas ao nível da cintura escapular enquanto o Phillip se sustenta, sobretudo, na frente do peito ao nível desta cintura.

Respiração - mecanismos internos. Posição da língua

Durante a meditação apercebi-me, tentando apenas ler e não fazer, do que se passa no meu interior em termos de sensações de pressão/tensão durante um ciclo respiratório. Quando inspiro noto, claramente, que posso ter duas "vias". Uma, quando relaxo completamente o abdómen e faço uma respiração abdominal relaxada expandindo as paredes do abdómen para a frente. Não há uma sensação de endireitamento a partir do cabeça / cervical, pelo contrário, há um acentuar da lordose cervical e encurtamento da altura da coluna. Também não noto qualquer pressão na parte e trás da lombar, não noto nenhuma expansão aí na inspiração. Na expiração noto uma completa ausência de tensão no tronco, na coluna, como se houvesse um abandonar o corpo. Diria que se não estivesse encostado durante estas explorações iria cair, não há qualquer sustentação do tronco, o corpo, contra a gravidade. Há colapso. Uma outra "via" acontece quando mantenho alg...

Trabalho dos pés e hipersensibilidade

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É sobre os pés que assentamos todo o peso do nosso corpo, quando estamos em pé, claro. Ainda que a carga de todo o corpo vá sendo dissipada ao longo do corpo, há uma quantidade de massa que se apoia sobre os pés e estes, em contacto como chão, recebem a reação do solo ao apoio. Em Pilates, e na maioria dos contexto de exercício funcional/orgânico, com vista ao bem estar e saúde em geral, há uma ênfase na importância do trabalho dos pés. Em Pilates temos uma série de exercício e de aparelhos que privilegiam o trabalho dos pés, como o foot corrector, a barra de pés do reformer e todas as barras de apoio dos pés das várias cadeiras, por exemplo. Apesar desta importância toda, só agora comecei a trabalhar os pés com a mesma ênfase compor exemplo, trabalho a coluna vertebral. O trigger para esta meu "despertar" para os pés foi o livro do Philip Beach (Muscles and Meridians), bem como o seu video no fusionpilatesedu.com, onde ele explica e exemplifica, de fa...