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A mostrar mensagens de outubro, 2021

Movimentos grosseiros vs movimentos finos

Foi numa aula de kettlebell que percebi que partes dos corpo podem fazer o movimento por atacado, dar a forma geral e a direção ao movimento, mas outras partes do corpo são responsáveis pelo detalhe, pelas mudanças de direções subtis no movimento. Estou a pedir um “front swing across the front”, quer dizer, segurando o KB no braço direito em clean position, virado para a direita e apoiado sobre a perna direita, com a perna esquerda em lunge atrás, lanço o Kb em frente do corpo, para a esquerda, posando a perna esquerda em abertura e flexão fazendo espelho com a direita (fico em agachamento aberto). Depois faço Kob voltar pela frente do corpo para a posição de partida à direita. Ora quando o Kb é lançado na frente do corpo, descreve uma trajetória descendente e meio horizontal para a esquerda e depois pode fazer um pequeno movimento de subida, na continuação. A primeira parte do movimento (considerando só este movimento de ida) é feita pela torção do tronco e alguma anteriorização da om...

Notas soltas de uma ideia que quer encarnar

Começou pela descoberta dos ombros, da possibilidade de trabalhar, sustentar, mover, os ombros a partir dos tecidos da frente do peito. Não sei de onde veio esta ideia que eu sempre tive de que devemos "pensar" nos músculos das costas quando queremos usar os ombros. Nem eu tinha bem consciência deste meu pré-conceito, desta minha crença, mas agora me dou conta que era uma "verdade absoluta". Tudo acontecia nas costas, ele eram dorsais, trapézios, romboides, coifa dos rotadores... e descobri a possibilidade de mover os ombros, todo o complexo omoplata, braço e clavícula, a partir dos tecidos da frente do tronco, e assim uma ideia se foi formando sobre o corpo. Outras ideias (se calhar também pré-conceitos que irei revendo com o tempo) se foram acoplando e a forma-ideia foi crescendo. Aqui estão partes soltas dispostas de forma. - A cintura escapular articula-se no tronco, com uma verdadeira articulação - osso, com osso e cápsula articular, na junçã...

Variabilidade do estímulo vs repetição

Random movements provide variation that leads to developmental breakthroughs. "Recent research in physical therapy shows that variation, not repetition of the same thing, are essential to learning new movement patterns as part of rehabilitation. Such variations are built into Feldenkrais lessons and generated by students as they explore how to make a movement." Este é um dos princípios definidos por Norman Doidge sobre o Método Feldenkrais. Pensando neste  princípio e na necessidade de variedade de estímulo para promover aprendizagem de movimento, ocorreu-me que eu tendo a promover pouca variabilidade das condições de treino como uma das determinantes para o sucesso do mesmo, isto em Pilates ou Kettlebell, as duas ferramentas principais que uso. Quando me refiro a variabilidade das condições de treino, neste contexto, estou a focar-me nos exercícios e nas sequências de exercícios que uso. No reformer, por exemplo, quero manter as sequências de exercícios pré-definida...

Ombros

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Há cerca de 6 anos cai de moto e amparei a queda como  braço esquerdo. Logo de seguida, pouco mais de uma hora depois, fui treinar kettlebell como normalmente... iniciei ai uma longa fase de reabilitação do ombro que ainda não terminou... Nos primeiros tempos fiz acupuntura e massagens para tentar aliviar a dor e tentar tirar as inibições e restrições que resultaram como proteção do meu corpo à queda. No meio da costas, na ligação do meio da omoplata com a coluna, a nível mais superficial, fiquei com um músculos ou algumas fibras musculares inibidas. Visualmente, quando ativava as costas, o dorsal, etc. notava-se um espaço vazio onde faltava claramente algum músculo. Fui treinando e tentando aliviar as compensações no ombro e no pescoço à esquerda, bem como as compensações de tensão na lombar à direita one sempre estalo a coluna quando faço rotação à direita e flexão à esquerda. A instabilidade no ombro esquerdo mantém-se ...