Seminário 8 de Janeiro 2012

Hoje iniciámos o reformer intermédio. Continuo a passar os exercícios de reformer pela ordem em que aparecem na sequência que usamos, independentemente do nível em que os formandos se encontram. Isto, em termos pedagógicos, é um disparate mas, no momento, ainda é a melhor forma que tenho de passar a informação. Chamei a atenção para a necessidade de perceberem que os exercícios não podem ser apresentados ao clientes desta forma, pela sequência em que aparecem. Os exercícios devem ser escolhidos de acordo com as necessidades do cliente, mantendo a ordem pela qual aparecem. É importante ir "construíndo" uma sequência que possa ser usada como cliente, por forma a podermos fazer um trabalho contínuo, pelo menos em parte da sessão de treino.
Trabalhámos a mobilização da coluna torácica, uma vez que na sequência intermédia há uma maior incidência na solicitação desta região, em extensão, flexão e torção. De facto, o que há é uma maior mobilização da coluna, em cada um dos tipos de movimento referidos. Chamei a atenção para o facto de devermos dar mais atenção à região torácica durante os movimentos que envolvam a mobilização da coluna, uma vez que esta região é, normalmente, mais rígida e as zonas adjacentes - lombar e cervical - acabam por ser sobre solicitadas. Isto está de acordo com a teoria do joint-by-joint approach do Mike Boyle. É incrível notar as alterações que se produzem no corpo, em termos de mobilidade, apenas com uma sessão de treino direccionada para um determinado objectivo. Neste caso da mobilização torácica foi notório o aumenta da mobilidade dessa região e mesmo a alteração positiva da forma do corpo durante o movimento.

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