Ana Queirós


Olá Nuno,
Aconteceram-me duas situações curiosas: uma aluna que veio à minha aula pela 1ª vez veio falar comigo no dia seguinte e contou-me que era depressiva crónica e toda a vida frequentou gabinetes de psiquiatras, enfim, para mim apenas mais uma de entre tantas mulheres com que me tenho deparado no exercício da profissão. Contou-me que após a aula foi para casa com uma espécie de sensação no corpo que não conseguiu descrever e agradeceu-me porque chorou a tarde toda. Hoje veio outra pessoa que experimentou a minha aula falar comigo e disse-me que era quiroprata e perguntou-me se eu tinha conhecimentos de RPG porque era exactamento o que ela precisava, que adorou a aula e ficámos a conversar.
Pus-me a pensar que, independentemente do ramo, no que diz respeito ao corpo e saúde, quiropratas, fisioterapeutas,  professores de pilates..., todos procuramos o mesmo, o bem estar físico e mental, tentando lá chegar de alguma forma.
Espanta-me diariamente o facto de, num grupo de 20 (e mais) pessoas haver mais que uma a levar para casa sensações indescritíveis e memórias corporais e mentais tão marcantes. Mais ainda, como é que eu consigo orientá-las para que isso aconteça???
Nunca me senti tão realizada, apesar de ter a perfeita noção que ainda não sei nada, sinto-me a dar os primeiros passos e a fazer as primeiras descobertas no espectro do que é um "corpo feliz". 
Às vezes não temos a percepção do bem que fazemos aos outros quando tentamos dar o nosso melhor naquilo que fazemos, portanto, quero que saibas o bem que fizeste por mim ao partilhar comigo o teu conhecimento e a tua sensibilidade. E o bom que é saber quando isso acontece!

(Este post foi da Ana Queirós)

Comentários

  1. Olá Ana,
    Obrigado pela tua partilha. Mas deixa-me lembrar-te que quem fez a escolha foste TU. Podias ter escolhido outra escola qualquer , ou curso qualquer mais próximo de casa e que te desse menos trabalho... Mas não, escolheste o curso que eu oriento. Somos sempre nós que decidimos o nosso caminho, mesmo quando achamos que deixamos outros escolherem por nós. Eu, por mim, continuarei aqui para partilhar os caminhos que tu e eu escolhermos em conjunto.
    Depois gostava de partilhar contigo que também eu, desde há muito tempo, ando com a mesma pergunta que tu me fizeste: "(...) como é que eu consigo orientá-las para que isso aconteça?" E a resposta que eu encontrei até agora está contida neste texto que escrevi para uma outra nossa colega. Para mim, ajudamos os nossos clientes quando estamos completamente presentes para eles. Não importa tanto com que técnica, com que método, importa sim a qualidade da atenção que dedicas ao Ser que tens na tua presença.

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