Os mapas e a experiência

Dei-me conta que sempre preferi duvidar da minha experiência em favor dos mapas que me apresentavam para explicá-la... que absurdo!!!!!

Percebo tão bem este comportamento, esta realidade, na maioria de nós, hoje em dia. Qualquer que seja a circunstância que nos "aborda" na vida, sempre preferimos procurar respostas em algo "maior" que nós mesmos. A religião, os gurus, a ciência, os médicos, os mais velhos, os pais, sei lá, toda uma gama de níveis de desresponsabilizacão possível.

A possibilidade aberta pelas abordagens somáticas do corpo, da vida, onde a perspectiva da primeira pessoa é tão válida quanto outras, ou mais válida mesmo, abriu-me portas e janelas que me dão uma sensação de poder ser quem e como sou, poder sentir e acreditar em mim mesmo.

O meu papel de educador passou de condutor a "despertador".

Quando ensino, preciso primeiro entregar a quem vem ter comigo o poder de reclamar a sua própria autoridade. Sem este auto-reconhecimento parece-me impossível alguém mudar e reclamar propriedade nas suas ações.

Isto não quer dizer que tenho que deitar fora os mapas que foram sendo desenhados por outros antes de mim, nada disso. Os mapas servem, justamente, para me ajudar a desbravar o território, servem-me para poder ir mais longe nas minha explorações, nunca me esquecendo que o mapa não é o território.

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