Biotensegridade e Feldenkrais

Estou no segundo dia do primeiro segmento do segundo ano do curso, o primeiro módulo presencial... Ainda por cima com o Paul Newton!

Hoje fizemos uma IF (integração funcional) onde começámos por perceber qual a qualidade da inversão de um dos pés, estando o aluno deitado de lado. Subindo o pé elevando-o pela parte distal do maléolo interno conseguimos perceber com os nosso dedos a tensão ou a disponibilidade dos tecidos junto dessa estrutura neste movimento do pé. Vamos, então ao movimento oposto, de eversão, pegando no dorso do pé e colocando os dedos na porção distal do maléolo externo. Percorremos o contorno deste maléolo fazendo pressão. Depois verificamos a qualidade da mobilidade em rotação interna da fíbula quando o pé faz inversão. Percorremos, com pressão, a face externa da coxa, desde a porção distal interna do fémur até ao grande trocanter, deixando sempre um dedo a pressionar a porção distal interna do femur.

Quando me fizeram este "tratamento" e me coloquei de pé achei que iria ter o tornozelo desse lado completamente móvel e a sensação do pé "desmontado" no contacto com o chão. Acontece que quando subi, fiquei quieto e, para minha surpresa, notei que o pé e o tornozelo trabalhado estava com uma qualidade "de mola" incrível, conseguia sentir claramente uma qualidade de tensão em toda esta estrutura que me elevava o arco do pé e todo o tornozelo. Fiquei a pensar imediatamente em biotensegridade e no que poderiam ter feito ao meu pé teria sido uma redistribuição das tensões naquele sistema. 

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