Segundo o Paul Newton, meu prof. deste módulo do curso, em Feldenkrais começa-se por explorar e trabalhar a flexão do corpo, do tronco. Curioso que esta seja também a aparente direção do Pilates, apesar de tentarmos por todos os meios alterar esta direção nos tempos modernos e/ou procurarmos justificações para ver o contrário no approach clássico. Então, o Paul diz que a flexão é fundamental para nos podermos mover, é um "padrão" (termo meu) básico. Se pensarmos nos momentos em que não nos podemos dobrar por termos algum problema nas costas e a dificuldade ou impossibilidade que representa para nos deslocarmos, para descansarmos, para nos deitarmos ou levantar... A flexão do tronco é essencial para nos vestirmos, para apanharmos qualquer coisa que esteja a um nível mais baixo do que as nossas mãos, etc. Também nos começamos a desenvolver, ontogeneticamente, pela flexão. Trabalhar a flexão não significa trabalhar os flexores por si só, significa organizar a flexão, distrib...
Este parece-me um ponto de vista extremamente importante ser considerado dado que nós, em Pilates, trabalhamos muito centrados justamente nesta relação: mobilização versus estabilização do complexo lombar-bacia. Como temos gente que é muito instável nesta região e gente que é muito rígida nesta região, precisamos saber fazer leituras apropriadas dos corpos. No caso de ter havido um quadro de lesão, a normal resposta do corpo vai ser a de restringir o movimento. A nossa abordagem vai ter que ser no sentido de reganhar a mobilidade perdida sem, no entanto, deixar a zona novamente instável e suscetível de novas lesões. É um jogo, é uma arte que se vai desenvolvendo com o tempo de prática, de muita prática. E com muito estudo, com certeza!
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